sexta-feira, 14 de outubro de 2016

BELEZAS DE PÔR DO SOL

As maravilhas do Pôr do Sol em Belém do Pará vistas do Ver-o-Peso!

sexta-feira, 27 de maio de 2016

O Mercado do Ver-o-Peso e a Cidade de Belém Um pouco da história do Ver-o-Tempo

1616 - Fundação da cidade de Belém, margeada pelo igarapé do Piri; início da construção do Forte do Presépio; 1627 - Construção de ponte ligando as duas margens do igarapé do Piri;
1653 - Construção da Casa da Alfândega, nas proximidades do atual Ver-o-Peso; 1687 - O Governador Francisco Coelho de Carvalho pede ao Rei de Portugal concessão de tributos do Ver-o-Peso; 1688 - Criação da Casa de Haver o Peso; 1788 - O rendimento do imposto do Ver-o-Peso passa da Coroa para a Câmara Municipal; 1803 - Aterramento do igarapé do Piri; 1808 - Construção da doca do Ver-o-Peso; 1835 - Desembarque, no Ver-o-Peso, dos cabanos que tomaram o Palácio e assassinaram o Governador Lobo de Souza para ocupar o poder durante a maior revolução popular da região; 1839 - Extinção da repartição do Ver-o-Peso, transferindo para a Recebedoria Provincial a função de recolhimento do imposto que ali era recebido; 1855 - A berlinda da procissão do Círio de Nossa Senhora de Nazaré fica presa num lamaçal em frente ao Ver-o-Peso, e comerciantes do local providenciam uma corda para ajudar em sua retirada e na continuação da caminhada; 1897 - Iniciam-se as obras de instalação do Mercado de Ferro (Mercado de Peixe); 1901 - Inauguração do Mercado Francisco Bolonha (Mercado de Carne) e do Mercado de Ferro, pelo intendente Antonio Lemos; 1969 - É feito por Ernesto Cruz o primeiro pedido de tombamento do Ver-o-Peso; 1977 - Tombamento do Conjunto Arquitetônico e Paisagístico Ver-o-Peso e áreas adjacentes pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, incluindo o Boulevard Castilhos França, o Mercado de Carne e o Mercado de Peixe, o casario, as praças do Relógio e Dom Pedro II, a doca de embarcações, a Feira do Açaí e a Ladeira do Castelo; 1985 - Realiza-se ampla reforma do Ver-o- Peso, envolvendo restauração do Mercado de Ferro, reforma do Solar da Beira, melhorias na Feira do Açaí, Praça do Pescador e na área da feira livre, com instalação de barracas padronizadas; 1988 - Inicia-se nova grande reforma no Ver-o-Peso objetivando intervir não só no aspecto paisagístico da feira, mas no universo social dos feirantes, por meio de ações de organização e qualificação dos trabalhadores; 1990 - A Fundação Cultural do Município de Belém realiza o Inventário Histórico, Sociocultural, Arquitetônico e Ambiental do Ver-o-Peso, com vistas à sua inscrição na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco; 2002 - Fim da reforma iniciada em 1998 no Ver-o-Peso, com a constituição do Condomínio Participativo e outras formas de organização civil dos trabalhadores de todos os setores, objetivando melhorias nas condições de trabalho relativas ao espaço físico e à preservação patrimônio material e imaterial expresso nos diversos modos de vida presentes na feira; 2004 - A data de 26 de março é incorporada ao calendário festivo de Belém como o aniversário do Ver-o-Peso, de acordo com a Lei Ordinária n.º 8332, de 16 de junho desse ano; 2008 - Início do Inventário de Referências Culturais do Ver-o-Peso, iniciativa da Associação Ver-as-Ervas, com objetivo de identificar expressões do patrimônio cultural imaterial desse lugar; 2010 - Lançamento do filme Ver-o-Peso, produto do Inventário de Referências Culturais do Ver-o-Peso 2011 - Em 3 de maio desse ano o tombamento do Centro Histórico de Belém é aprovado pelo Conselho Consultivo do Iphan, incluindo o Ver-o-Peso e cerca de 3.500 edificações. Antes dessa decisão, eram 23 bens tombados em nível federal na cidade de Belém, com cerca de 800 imóveis protegidos; Em 29 de setembro é inaugurada, no Canto do Patrimônio (Iphan), a exposição Ver-o-Peso.

MORADIAS EM CENTROS HISTÓRICOS: ANÁLISE DO MERCADO DE ALUGUÉIS RESIDENCIAIS NO CENTRO HISTÓRICO DE BELÉM – PARÁ – BRASIL

O centro comercial tradicional de Belém surgiu e se desenvolveu em torno do porto com implantação dos principais estabelecimentos comerciais, administrativos, religiosos e de residências das camadas mais abastadas da sociedade. Para o centro convergiam as principais vias e meios de transportes coletivos, tornando-se a centralidade urbana de maior acessibilidade, além de espaço de grande valor econômico, simbólico e arquitetônico. A partir de 1970, com o crescimento populacional e da malha urbana, o centro passou a enfrentar problemas de congestionamentos e degradação do patrimônio arquitetônico e urbanístico, provocados pelo uso do automóvel; deslocamento das moradias de alta renda para outras áreas; descentralização das atividades (privadas e públicas); demandas de novas tipologias de espaços comerciais, etc. Ao longo do tempo, o Centro Histórico de Belém (CHB) acumulou importante patrimônio histórico, artístico e cultural resultando no seu tombamento pelo Município, Estado e União e na realização de obras de requalificação arquitetônica e urbanística, mediante a inserção de atividades voltadas ao turismo e lazer. O presente trabalho objetiva identificar o perfil socioeconômico da população que alugou imóveis residenciais no CHB, nos últimos cinco anos, e apontar os principais motivos que fizeram as pessoas escolher morar no CHB, mesmo que nenhuma política pública relevante de incentivo à moradia foi implantada no CHB neste período. Para isso, foram levantados dados do Censo Demográfico do IBGE (2000/2010) e sistematizados dados do banco de dados da pesquisa Mercado Imobiliário em Centros Históricos das Cidades Brasileiras (MICH) – Belém. Os levantamentos evidenciaram que a população residente no CHB aumentou apenas 7,5% no período 2000-2010 (de 10.067 para 10.817 habitantes), mas o número de domicílios incrementou bem mais: 23,5% (de 2.630 para 3.249), sendo que os domicílios próprios elevaram-se em 249 unidades (de 1.680 para 1.929) e os alugados em 357 unidades (de 820 para 1.177). Quanto ao perfil dos inquilinos, 65.2% têm renda familiar de até 6 salários mínimos, 45.7% trabalham como autônomo, 71.8% têm no máximo escolaridade média e 70.22% utilizam, mesmo que esporadicamente, meio motorizado individual de deslocamento. Os principais aspectos citados pelos inquilinos como motivadores a escolher morar no CHB foram as proximidades: de atividades de comércio e serviços (44.8%); do local de emprego (44.8%); e, das residências de parentes ou amigos (44.8%). Com a crise de mobilidade urbana é explicável que os tempos e custos de deslocamentos pesem na decisão dos moradores, pois 42.6% dos inquilinos trabalham no próprio CHB, 80% realizam suas compras cotidianas na área central e 55.3% buscam lazer no interior do próprio CHB. A pesquisa permite inferir que é possível pensar políticas voltadas à reconversão de imóveis vazios e/ou subutilizados do CHB para o uso habitacional, especialmente pela via do aluguel, contemplando segmentos de renda média e baixa da população que trabalha e demanda os bens e serviços ofertados no CHB. As vantagens da centralidade da área são os fatores que mais motivaram as pessoas a escolher morar no CHB, podendo ser exploradas para atrair novos moradores e, por esta via, reverter o processo de degradação física do CHB.

MPF abre procedimento para acompanhar reforma do Ver-o-Peso promotores receberam abaixo-assinado de feirantes e entidades civis. Mercado de Belém será alvo de obras de reurbanização e revitalização.

O Ministério Público Federal (MPF) recebeu um abaixo-assinado de feirantes e entidades e decidiu abrir um procedimento formal para acompanhar o projeto que prevê uma série de reformas no mercado Ver-o-Peso, em Belém. O espaço, que figura como um dos pontos turísticos da capital paraense, receberá investimentos de R$ 9 milhões da Prefeitura de Belém e contará ainda com o aporte de R$ 25 milhões graças ao convênio realizado com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop). Porém, a proposta tem sido alvo de críticas de parte dos feirantes e de associações civis em defesa do patrimônio, que afirmam que estaria ferindo uma série de especificidades da área, que é tombada pelo patrimônio histórico. O projeto divide opinião entre os próprios trabalhadores da feira livre, que em uma consulta popular, votaram sobre as mudanças. Segundo a Prefeitura, os recursos devem garantir a reurbanização da área do estacionamento, a substituição do piso e dos boxes, que serão em alvenaria, a implantação de novas instalações hidrossanitárias e sistema de drenagem, nova iluminação e a restauração do Solar da Beira. “Quero deixar claro que não existe prazo nenhum para aprovação desse projeto. Enquanto estiver faltando algum documento, alguma informação que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que está analisando o projeto, considere indispensável, nós vamos todos aguardar. Não há espaço para açodamento na aprovação desse projeto”, disse o procurador regional da República José Augusto Torres Potiguar, em reunião realizada na última segunda-feira (22). Vereadores também pediram apoio do MPF para conseguir a íntegra do projeto, que segundo eles, a Prefeitura não apresentou à Câmara de Vereadores de Belém. A representante da Associação dos Amigos do Patrimônio de Belém, Nádia Brasil, relatou ao procurador que o Iphan tinha verba federal reservada para reformar o Ver-O-Peso, no total de R$ 14 milhões, mas a Prefeitura deixou de apresentar projeto e o dinheiro não veio. De acordo com Potiguar, uma reunião será marcada com a equipe do Iphan para debater a reforma, e não será aprovada nenhuma reforma em que não esteja assegurada uma verba vinculada e com cronograma de execução. “Uma obra dessa magnitude precisa ter garantia de conclusão e prazo para começar, se desenvolver e terminar”, concluiu.